domingo, 1 de novembro de 2020

 
Tema é bastante abordado em obras das telonas, das que enfatizam o consumo as que instruem a evitá-lo desmedidamente

Nós vivemos em uma sociedade em que o consumo é muito forte, embora ele se torne necessário para o dia a dia, em maior ou menor grau de acordo com cada pessoa ou empresa. Isso torna o assunto bem interessante para discussões e debates.

Além de motivar conversas que inspiram reflexões e pensamentos sobre o quanto consumimos e o quanto realmente precisamos fazê-lo, a temática já foi abordada em vários filmes, daqueles que mostram a intensidade do consumismo aos que deixam uma mensagem de minimalismo aos espectadores.

Se este é um tema que lhe agrada, então você vai gostar da lista que elaboramos, com nove obras que versam sobre o assunto. Confira!


Produções cinematográficas que abordam o consumismo


Com diferentes vieses e pontos de vista, opções não faltam para enriquecer seus conhecimentos sobre o assunto e entender como essa é uma área que mexe diretamente com a sociedade!


1 - Minimalism: A Documentary About the Important Things (2016)

O consumismo é uma forte tendência nos Estados Unidos, mas não é apenas lá que ele se manifesta. Foi como uma reação a este movimento que surgiu o estilo de vida do minimalismo, bem explicado no documentário “Minimalism: A Documentary About the Important Things”.


Nele, dois amigos, Joshua Fields Millburn e Ryan Nicodemus, mostram como decidiram tomar a decisão de abandonar uma carreira de sucesso no mercado para viver com menos coisas, mas com mais satisfação em relação àquilo que se tem.


Este movimento não diz que é necessário abrir mão de todos os bens materiais, mas sim daqueles que não tenham um propósito claro. Como resultado, é possível ter menos dívidas e, assim, uma vida mais tranquila.




2 - O Lobo de Wall Street (The Wolf of Wall Street, 2013)



O tema do filme é bem claro: dinheiro. Especificamente, ele conta a história de Jordan Belfort (Leonardo DiCaprio), que no início do filme é um corretor ambicioso, o qual começa a ganhar muito dinheiro por meio de práticas antiéticas, que o permitem viver uma vida com muito luxo.


Viciado em dinheiro, Belfort enxerga que essa é a chave para desbloquear o universo e ter acesso a tudo o que ele oferece, embora isso traga alguns problemas posteriormente, já que sua relação com as riquezas é um tanto quanto obsessiva.





3 - Trocando as Bolas (Trading Places, 1983)

Essa comédia é protagonizada por Louis Winthorpe III (Dan Akroyd), corretor de
commodities de classe alta, e Billy Ray Valentine (Eddie Murphy), morador em situação de rua. Então, suas vidas se cruzam quando eles passam a fazer parte de uma aposta, mesmo sem saber disso.


Os irmãos Duke Randolph e Mortimer possuem pontos opostos a respeito de questões relacionadas à natureza e criação e, por isso, fazem uma aposta para conduzir uma experiência com duas pessoas em lados opostos da hierarquia social: Winthorpe III e Valentine.


Embora traga o humor para os dois lados da cultura do consumismo, o filme claramente mostra como o status social, a classe e o materialismo moldam a realidade da vida das pessoas nos Estados Unidos, o que não deixa de se aplicar a outros locais.



4 - Comprar, Tirar, Comprar (The Light Bulb Conspiracy, 2010)

Antigamente, os bens de consumo eram feitos para durar. Então, em 1920, um grupo de executivos percebeu que quanto mais seus produtos duravam, menos dinheiro eles ganhavam. Foi aí que a obsolescência programada nasceu e, a partir de então, os fabricantes passaram a desenvolver produtos com “prazo de validade”.


Porém, em uma sociedade de consumismo infinito com recursos finitos, em que a economia está desmoronando e os consumidores estão se tornando cada vez mais resistentes a essa prática, será que a obsolescência programada chegou ao final de sua vida?


Pela combinação de pesquisas investigativas e raras filmagens de arquivo com a análise de quem trabalha tanto para salvar a economia quanto o meio ambiente, o documentário mostra o nascimento da “engenharia para falhar”, sua ascensão e posterior queda.



5 - Os Delírios de Consumo de Becky Bloom (Confessions of a Shopaholic, 2009)

A tradução literal do nome do filme em inglês diz muito sobre ele: as confissões de um comprador compulsivo. Rebecca Bloomwood (Isla Fisher) é uma garota de Nova York que tem um pequeno problema, ser viciada em compras, algo que está crescendo muito.


Com o sonho de trabalhar em uma revista de moda de sucesso, ela não consegue a vaga que queria, mas sim a de colunista em uma revista, da mesma produtora, que trata de finanças. Isso faz com que ela ganhe muita fama rapidamente, com uma grande popularidade da coluna.


Porém, quando seus hábitos compulsivos e problemas com dívidas ameaçam destruir sua vida e prejudicar sua carreira, ela é forçada a analisar o que realmente importa na vida. Será que depois ela conheceu os prazeres de um belo cupom de desconto



6 - O Preço do Amanhã (In Time, 2011)

No ano de 2169, as pessoas são geneticamente projetadas para parar de envelhecer no aniversário de 25 anos. Então, uma contagem regressiva de um ano surge em seus braços e, quando este contador chega a zero, a pessoa fica “sem tempo” e morre instantaneamente.


O tempo se transformou na moeda universal, transferida diretamente entre as pessoas ou armazenado em cápsulas do tempo. Na área de Dayton, a mais pobre, as pessoas raramente possuem mais de 24 horas em seus relógios, enquanto as pessoas de New Greenwich têm tanto tempo que são quase imortais.


Então, Will Salas (Justin Timberlake) salva um homem de um assalto, o que o faz descobrir que as pessoas de New Greenwich reservam a maior parte do seu tempo para viver para sempre, além de aumentarem os preços das coisas para que as pessoas mais pobres continuem morrendo.


Em uma sociedade distópica, a forma que o tempo se transformou em dinheiro traz uma reflexão interessante sobre o que fazemos hoje, tanto com o tempo quanto com o dinheiro.



7 - A História das Coisas (The Story of Stuff, 2007)


Essa breve animação, de apenas 21 minutos, faz um tour de como funciona a nossa cultura voltada ao consumismo, mostrando desde a extração de recursos naturais até a incineração de iPods, para mostrar os custos reais da forma de olhar para as coisas como algo utilizável e depois descartável.





8 - Criança, a Alma do Negócio (2008)



O documentário brasileiro, da cineasta Estela Renner, mostra os efeitos que a mídia de massa e a publicidade possuem em relação às crianças, vistas pela indústria como um ótimo alvo para a venda de produtos.


Além de falar com as próprias crianças, os pais também são entrevistados e mostram como seus filhos influenciam dentro de casa, o que está diretamente relacionado às propagandas. Especialistas também discutem sobre os efeitos negativos que essa exposição pode causar.







9 - Muito Além do Peso (2012)



Outro documentário brasileiro, também dirigido por Estela Renner, está inserido no contexto da qualidade da alimentação das crianças e em como a comunicação do mercado de alimentos é potencialmente dirigida a elas.


A discussão versa por vários pontos, como pelo fato de que 33% das crianças brasileiras estão acima do peso (com dados da época), cujas respostas passam pela indústria, pela publicidade e até pelo governo, além da sociedade de um modo geral, já que essa é uma situação que também existe em outros países.




Amplie seus conhecimentos sobre o consumismo!


Este é um tema que merece ser debatido, já que trata do nosso dia a dia, e é preciso analisar diferentes pontos de vista que nos permita compreender quais são as melhores decisões a se tomar neste sentido.


Com obras nacionais e internacionais, antigas e mais recentes, podemos debater essa questão tão complexa e importante, além de reunir referências e experiências super relevantes.


Esperamos que goste da nossa seleção e que os filmes e documentários escolhidos sejam úteis para a formação e a evolução de suas opiniões sobre o tema. Bom filme!

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