terça-feira, 30 de novembro de 2021


O pé de Morton, ou dedo do pé de Morton, caracteriza a situação em que o segundo dedo do pé aparenta ser maior do que o dedão. O que é muito habitual: pois algumas pessoas apenas possuem e outras não. Contudo, em alguns indivíduos, o pé de Morton pode aumentar as chances de formação de calos na planta do pé e de algumas outras dores.

Assim, você pode dizer se tem o pé de Morton apenas olhando para ele. Em que se o segundo dedo do pé se projeta além do dedão, foi premiado. Além do mais, o dedo do pé de Morton é hereditário, como a maioria das características de sua estrutura óssea. E uma pesquisa sugere que o pé de Morton pode até ser uma vantagem no atletismo, onde comparando atletas profissionais com não-atletas, descobriu-se que os atletas profissionais tendem a ter o pé de Morton com mais frequência do que os não-atletas.


Por que o pé de Morton acontece?

O dedo do pé de Morton não é uma doença, mas sim uma forma normal de pé, onde o segundo dedo parece mais comprido do que o primeiro.

No entanto, os metatarsos são os ossos longos que conectam os dedos dos pés à parte de trás do pé. Dessa forma, eles se curvam para cima, visando formar o arco de seu pé. Então, o primeiro metatarso é o mais espesso. Mas em pessoas com dedo do pé de Morton, o primeiro metatarso é mais curto em comparação com o segundo metatarso. É isso que faz com que o segundo dedo do pé pareça mais comprido do que o primeiro. E ter um primeiro metatarso mais curto pode fazer com que mais peso seja colocado no segundo osso metatarso mais fino.

Sendo assim, pode-se sentir dor e sensibilidade na base dos dois primeiros ossos metatarsais, próximo ao arco, e na cabeça do segundo metatarso, próximo ao segundo dedo do pé.



Qual o tratamento para dor no pé de Morton?

O médico tentará primeiro colocar uma almofada flexível sob o dedão do pé e o primeiro metatarso. Onde o objetivo disso será aumentar a carga de peso no dedão do pé e onde ele se conecta ao primeiro metatarso.

Porém, outros tratamentos conservadores incluem:

  • Exercícios. A fisioterapia pode fortalecer e alongar os músculos do pé.
  • Medicamento. O seu médico também pode aconselhar anti-inflamatórios controlados.
  • Acessórios de calçado personalizados. Órteses personalizadas preparadas por um especialista podem ajudar a alinhar seu pé e aliviar a dor.


Como cuidar adequadamente do pé de Morton?

Algumas coisas simples que você pode fazer para cuidar de seus pés e prevenir a dor incluem:

  • Usar sapatos confortáveis ​​e bem ajustados com bom suporte.
  • Comprar sapatos com bico largo e espaçoso. Evite sapatos com bico fino.
  • Adicionar uma palmilha com suporte em arco aos seus sapatos.
  • Considere acolchoar os “pontos quentes”, lugares em seus sapatos onde há atrito com o pé, criação de dor ou não está acolchoado o suficiente.
  • Cuide regularmente de quaisquer calosidades nos dedos dos pés. Pois embora os calos não sejam necessariamente ruins porque se formam para proteger os pés de pressões repetidas, é importante evitar que um calo fique muito espesso ou seco.



Qual a diferença entre pé de Morton e neuroma de Morton?

O pé de Morton não é o mesmo que o neuroma de Morton (também conhecido como metatarsalgia de Morton). Na verdade, as duas condições têm o nome de dois Mortons diferentes! Desse modo, o neuroma de Morton tem o nome do médico americano Thomas George Morton, enquanto o dedo do pé de Morton tem o nome de Dudley Joy Morton.

Assim, o neuroma de Morton é uma condição dolorosa que afeta a planta do pé. E geralmente ocorre entre o terceiro e o quarto dedo do pé, mas também pode acontecer entre o segundo e o terceiro dedo. Em que a dor vem do espessamento do tecido ao redor de um nervo.




Que outras dores o dedo de Morton pode causar no pé?

Outras dores no pé às vezes estão associadas ao dedo do pé de Morton:

  • Se um longo segundo dedo esfrega o pé contra a frente dos sapatos, pode causar um machucado ou calo na ponta do dedo.
  • Esfregar o dedo num sapato apertado também pode fazer com que o pé de Morton progrida para um dedo do pé em martelo, que é quando o dedão do pé se enrola para dentro e se torna efetivamente mais curto. Portanto, à medida que a ponta do dedo empurra o sapato, o músculo do dedo do pé pode se contrair e criar um dedo em martelo.
  • A estrutura do pé de Morton pode aumentar a probabilidade de os dedos dos pés ficarem vermelhos, quentes ou inchados ao serem pressionados por um sapato. 
  • Um joanete no primeiro dedo do pé pode deslocar o dedão, fazendo com que pareça que tem um segundo dedo do pé mais comprido.



Qual a origem histórica do pé de Morton?

Diferenças em comprimentos e tipos de pés têm sido observadas há muito tempo. Onde evidências de diferentes formas de pés são encontradas em esculturas antigas e pegadas fossilizadas. Visto isso, o pé de Morton é apenas um tipo de formato de pé. 

Entretanto, na escultura e na arte grega, o pé idealizado exibia o dedo do pé de Morton. Por esta razão, o pé de Morton é às vezes chamado de dedo do pé grego. Além disso, a Estátua da Liberdade tem o dedo do pé de Morton. 

Por fim, a incidência do pé de Morton varia muito entre os diferentes grupos populacionais. Por isso, entre o povo Ainu do extremo leste da Rússia e do Japão, 90% apresentam o dedo do pé de Morton. Em um estudo grego, 62% dos homens e 32% das mulheres tinham o dedo do pé de Morton.

Mas um podólogo britânico que se tornou arqueólogo amador descobriu que os esqueletos dos celtas eram mais propensos a ter o dedo do pé de Morton, enquanto os de origem anglo-saxônica costumavam ter o segundo dedo do pé um pouco mais curto do que o primeiro.
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